A conta-gotas, os carros elétricos chegam ao dia a dia do
paulistano: em pontos da região central da cidade, já circulam dois táxis
movidos a eletricidade.
O projeto-piloto é uma parceria entre a AES Eletropaulo, a prefeitura
paulistana, a Associação de Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo
(Adetax) e a Nissan, que importou dois veículos do modelo Leaf.
O programa prevê a concessão dos automóveis por meio de um
contrato de comodato --empréstimo sem cobrança-- de três anos.
Por enquanto, foram contempladas as empresas Táxi Sampa e Alô
Táxi. Até o fim deste ano, mais oito modelos Leaf devem ser entregues a outras
empresas de táxi de São Paulo.
De fora, a impressão é de um táxi comum. Porém, o silêncio e o conforto
indicam que o carro é diferente.
Não existe ignição: para ligá-lo, basta apertar um botão do tipo
on/off. Sem a tradicional vibração do motor, o passageiro não percebe que o
veículo já está em funcionamento.
A duração da bateria é medida em quilometragem. No caso do Leaf,
se o carro for carregado até o máximo da capacidade, sua autonomia será de 160
quilômetros.
O motorista do táxi elétrico, Alberto Ribeiro, 53, roda pela
cidade das 8h30 às 16h sem precisar reabastecer. Após o expediente, ele leva o
veículo de volta ao estacionamento da empresa, onde é carregado por um período
de seis horas em um carregador de recarga lenta.
Segundo Ribeiro, em 24 dias, o táxi andou cerca de 3.840 km e
consumiu R$ 135 de energia elétrica. Para o motorista, o único ponto que ainda
incomoda é a pequena autonomia da bateria.
"Como ainda não há muitos pontos de recarga, às vezes eu
tenho que recusar uma corrida porque a bateria não seria suficiente",
lamenta.
O problema deve acabar. A Folha apurou que um projeto-piloto deve
instalar cinco postos de carga rápida --que podem recarregar os carros em
apenas 30 minutos-- em diferentes pontos da cidade.
Por: Folha








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